Titicaca – O mar no alto de 3820 metros de altitude

De cusco a Puno Copacabana!

Eram mais ou menos 7:00pm, quando nos despedimos de nossas novas amigas chilenas, Marlene e Tutu, na rodoviária de Cusco. Deste ponto em diante elas seguiam para casa, mas Gisele ia para as mesmas cidades que Tonco e eu. A próxima parada era Puno, no lado peruano do lago Titicaca.

Estávamos dentro do ônibus, aguardando a saída e entraram os dois turistas japoneses dos quais já falei no post sobre Cusco e Águas Calientes. Nos últimos dias já os encontramos diversas vezes de modo aleatório. Agradeceram mais uma vez…

Cai no sono rápido. Era noite e as poltronas confortáveis.

Saímos de Cusco com uma temperatura até agradável. Eu usava bermuda e uma camiseta de mangas longas. Quando chegamos em Puno, por volta das 06:00am, e desembarquei do ônibus eu não conseguia raciocinar direito. Fazia um frio de uns 2°C, o ar entrava rasgando o peito, a garoa era congelante, tudo doía. Tolo viajante…

Já com roupas de inverno, ali mesmo na rodoviária decidimos que não ficaríamos em Puno e se fosse pra ver o Titicaca, que fosse logo do lado boliviano. Estávamos há poucas horas da fronteira, compramos um café e passagens para o próximo ônibus que partiria para Copacabana. Foi uma decisão sábia.

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Na fronteira, um “adeus”. Foi bom..

Por volta das 08:00am chegamos na fronteira. Trocamos nossos Soles e alguns Reais e Dólares por Bolivianos, a moeda local e enfrentamos a fila no serviço de imigração. Mesmo aqui a beleza da América Latina é de impressionar. Um posto de fronteira debaixo de um céu azul, sem nenhuma nuvem, que refletia sua cor na superfície do lago Titicaca, cercado por montanhas que iam até onde a vista podia enxergar.

Entramos na terra de Evo Morales e de cara já pagamos 5 Bolivianos, pelo “ingresso” em Copacabana. Na Bolívia é nítida a exploração dos turistas, mesmo que a quantia seja praticamente simbólica, chegou um momento em que me senti lesado, voltarei a falar disso.

Em Copacabana, assim que desembarcamos decidimos que iríamos para La Paz no mesmo dia… tentávamos ganhar algum tempo, Tonco queria ver o salar de Uyuni, eu nos sabotava.

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Folheto sobre a viagem de Potiguara e Vichy

De passagens compradas, fomos comer algo antes de pegar um barco para Isla del Sol. Escolhemos um restaurante bastante agradável e simples, na rua principal e lá encontramos um brasileiro chamado Potiguara, um catarinense que saíra de casa em março de 2015 e viajava pelo continente.Em sua passagem pela Argentina conheceu Vichy, que o acompanha desde então. O tipo de gente que inspira pessoas comuns como eu.

Um omelete delicioso, muitas opções vegetarianas e veganas no cardápio, um bom café expresso (um achado na viagem a base de café solúvel), mais uns minutos de conversa… momentos que fazem a viagem valer ainda mais a pena. O melhor de viajar são as pessoas, os outros corações aventureiros que encontramos no caminho, desejo sorte para o casal  em sua viagem! Você pode acompanhar tudo pela página deles no facebook Metanoia – La Fronteira es mi Cuerpo, é tudo bem bonito por lá!

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Por 15 bolivianos pegamos um barco para a Isla del Sol, cerca de 1 hora navegando pelo Titicaca. Um dia lindo, sol, céu azul, o vento frio nos cabelos… Parece o mar, é inacreditavelmente grande.

Chegando ao nosso destino, não foi surpresa termos que pagar mais 5 bolivianos para “pisar” na ilha. Você tem a opção de não pagar, desde que permaneça no barco HAHA.

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