Lima – Olá Pacífico!

As primeiras horas, uns goles e muita conversa.

Após longos 4 dias de viagem, a bordo de um ônibus, finalmente cheguei na capital do Peru!
Li e ouvi muita coisa sobre Lima. Confesso que as pessoas me assustaram um pouco com tantas recomendações sobre onde não ir e os cuidados que eu deveria tomar.

O ônibus chegou em seu destino final por volta das 11:00pm, meio tarde para tomar transporte público em uma cidade desconhecida.
Lima não possui uma rodoviária, as empresas têm suas próprias garagens que funcionam para embarque e desembarque de passageiros e central logística, para o transporte de pequenas cargas, bastante comum nos ônibus peruanos. A maioria dessas garagens fica na avenida Javier Prado, região central da cidade.

Já era tarde, um amigo me esperava, eu não tinha acesso a internet e poucos Soles no bolso, sem falar que estava algumas horas atrasado. Por sorte, o taxi até o bairro de Miraflores estava dentro do meu orçamento. Dividi a corrida com mais três brasileiros que iam para a mesma região.

A primeira impressão sobre as ruas de Lima foi positiva. Depois de uns 20 minutos, estava

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Puriwasi Hostel

na porta do meu hostel. Me hospedei no Puriwasi Hostel, que fica na avenida La Paz, 174, em Miraflores.

Subi as escadas e enquanto fazia o check-in encontrei Tonco, amigo de longa data que deixou sua casa, na cidade de Mutne, na Eslováquia, um mês antes e seguiu viajando pela América Central e Colômbia. Ainda tínhamos mais um mês pela frente.

Como de praxe, conheci rapidamente as instalações do hostel, tomei um banho rápido e saímos para comer algo. Era tarde, faltava pouco para a meia noite, mas ainda assim haviam pessoas andando pelas agradáveis ruas do bairro de Miraflores, um dos mais frequentados por turistas.
Em uma quadra, vi franquias de todos os mais famosos fast foods, pouca coisa com  alguma identidade local. Em um desses lugares, paramos para uma Cusquenha, um sanduíche e para colocar a conversa em dia. Continue reading “Lima – Olá Pacífico!”

DO ATLÂNTICO AO PACÍFICO – A maior viagem de ônibus do mundo

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São Paulo, 1 de fevereiro de 2016.

Amigos

É com prazer que início aqui uma empreitada que há muito venho ensaiando, mas agora sei que me faltava a oportunidade certa, o gatilho.

Vocês estão prestes a embarcar comigo na maior viagem de ônibus do mundo, feita em um único veículo, segundo o Guinness Book (quando iniciei a viagem, o trecho entre Rio de Janeiro e Lima, anunciado pela mesma empresa, ainda não tinha sido inaugurado).

Espero lhes proporcionar uma boa leitura, tirar algumas dúvidas e, quem sabe, dar o empurrão que falta para encarar a viagem dos sonhos.
O importante é sair da zona de conforto. Eu demorei um  tempo para conseguir, e sei que toda palavra de incentivo ajuda. Ir para longe de casa, nos aproxima de nós mesmos. Sem falar no quão enriquecedor é.

Há mais ou menos três anos, conheci esse roteiro, operado pela Ormeño S/A, que fazia algo que, ainda hoje, me parece bastante audacioso: atravessar, por terra, os 5.600KM que separam São Paulo de Lima, a capital peruana.

Desde então, me vi obcecado pela ideia. Além do custo não muito alto, vantagem óbvia para viajantes como eu, com o orçamento sempre apertado, isso me realizaria um sonho de infância, que é conhecer a magnífica Cordilheira dos Andes! Aliás, não é apenas vê-la de longe, estou falando de atravessá-la pela rodovia Transoceânica. Isso já valeria todo o esforço.

Desde o início, minha maior dificuldade foi encontrar informações sobre a viagem. Existe pouco escrito, até mesmo nos tradicionais sites de mochileiros. Sendo assim, minha intenção aqui é fornecer além da inspiração para a sua viagem, informações realmente úteis.

Postarei tudo o que puder, para tentar tornar sua jornada mais tranquila do que a minha.

Chega de falar.

Abaixo, informações gerais.

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Notas dos últimos minutos de um sonho

Punta Del Este, Uruguai.

Este é o quinto país que visito em um mês. Desde que deixei São Paulo, no dia 3 de fevereiro, rodei em torno de 10.000km, por terra, céu e água.

Atravessei a bordo de uma balsa, o Rio Madeira, na Amazônia, cruzei encantado a imponente Cordilheira dos Andes, com suas estradas sinuosas e abismos colossais, observei com um misto de encanto e tristeza os dois lados de Lima, a capital Peruana, me encantei com Cusco, fiz amigos na trilha para Águas Calientes, tomei um porre aos pés de Machu Picchu e senti vontade de chorar, quando o céu abriu, quando já estávamos no topo da montanha, como um prêmio pelo esforço. Fotografei tudo, como quem quer guardar um sonho bom, pra sempre.

Naveguei no lago navegável mais alto do mundo, senti a falta de ar em Abra Málaga, no alto de 4330 metros, enquanto via a neve pela primeira vez, debaixo de um tapete negro, mais estrelado do que todos que já pude observar…

Conheci pessoas de todo o mundo, festejei pra valer no meio dos Andes, em La Paz, com o mais belo horizonte possível e outra vez quis explodir de tanta felicidade.

“Já se sentiu tão vivo que chegou a doer?”

Me perdi no meio da Bolívia. Me achei.

A melhor pizza da minha vida, às 15:00pm, na beira do mar de Iquique, norte do Chile. Carnaval, diferente do nosso. Não tem que ser igual.

Vi os desertos, atravessei o Chile pela costa do Pacífico, que não foi tão gentil comigo, ainda em Lima.

Em Santiago, me encantei com a cidade. Amo os prédios, as avenidas, o progresso. Sou paulistano “da gema”, se é que se aplica o termo.

Voltei a Buenos Aires, por quem já jurei amor. Tão charmosa… bom rever amigos, bom ter amigos pelo globo. Voltar a capital portenha foi como beijar novamente a boca de quem se sente saudades. Foi bom, mas eu tinha que seguir.

Uruguai. Sossegado, bonito, um vento absurdo na costa. Sinto que devia ter visto mais, prestado mais atenção em sua capital, Continue reading “Notas dos últimos minutos de um sonho”