Titicaca – O mar no alto de 3820 metros de altitude

De cusco a Puno Copacabana!

Eram mais ou menos 7:00pm, quando nos despedimos de nossas novas amigas chilenas, Marlene e Tutu, na rodoviária de Cusco. Deste ponto em diante elas seguiam para casa, mas Gisele ia para as mesmas cidades que Tonco e eu. A próxima parada era Puno, no lado peruano do lago Titicaca.

Estávamos dentro do ônibus, aguardando a saída e entraram os dois turistas japoneses dos quais já falei no post sobre Cusco e Águas Calientes. Nos últimos dias já os encontramos diversas vezes de modo aleatório. Agradeceram mais uma vez…

Cai no sono rápido. Era noite e as poltronas confortáveis.

Saímos de Cusco com uma temperatura até agradável. Eu usava bermuda e uma camiseta de mangas longas. Quando chegamos em Puno, por volta das 06:00am, e desembarquei do ônibus eu não conseguia raciocinar direito. Fazia um frio de uns 2°C, o ar entrava rasgando o peito, a garoa era congelante, tudo doía. Tolo viajante…

Já com roupas de inverno, ali mesmo na rodoviária decidimos que não ficaríamos em Puno e se fosse pra ver o Titicaca, que fosse logo do lado boliviano. Estávamos há poucas horas da fronteira, compramos um café e passagens para o próximo ônibus que partiria para Copacabana. Foi uma decisão sábia.

IMG-20160216-WA0004
Na fronteira, um “adeus”. Foi bom..

Por volta das 08:00am chegamos na fronteira. Trocamos nossos Soles e alguns Reais e Dólares por Bolivianos, a moeda local e enfrentamos a fila no serviço de imigração. Mesmo aqui a beleza da América Latina é de impressionar. Um posto de fronteira debaixo de um céu azul, sem nenhuma nuvem, que refletia sua cor na superfície do lago Titicaca, cercado por montanhas que iam até onde a vista podia enxergar.

Entramos na terra de Evo Morales e de cara já pagamos 5 Bolivianos, pelo “ingresso” em Copacabana. Na Bolívia é nítida a exploração dos turistas, mesmo que a quantia seja praticamente simbólica, chegou um momento em que me senti lesado, voltarei a falar disso.

Em Copacabana, assim que desembarcamos decidimos que iríamos para La Paz no mesmo dia… tentávamos ganhar algum tempo, Tonco queria ver o salar de Uyuni, eu nos sabotava.

20160526_131107.jpg
Folheto sobre a viagem de Potiguara e Vichy

De passagens compradas, fomos comer algo antes de pegar um barco para Isla del Sol. Escolhemos um restaurante bastante agradável e simples, na rua principal e lá encontramos um brasileiro chamado Potiguara, um catarinense que saíra de casa em março de 2015 e viajava pelo continente.Em sua passagem pela Argentina conheceu Vichy, que o acompanha desde então. O tipo de gente que inspira pessoas comuns como eu.

Um omelete delicioso, muitas opções vegetarianas e veganas no cardápio, um bom café expresso (um achado na viagem a base de café solúvel), mais uns minutos de conversa… momentos que fazem a viagem valer ainda mais a pena. O melhor de viajar são as pessoas, os outros corações aventureiros que encontramos no caminho, desejo sorte para o casal  em sua viagem! Você pode acompanhar tudo pela página deles no facebook Metanoia – La Fronteira es mi Cuerpo, é tudo bem bonito por lá!

IMG_0380

Por 15 bolivianos pegamos um barco para a Isla del Sol, cerca de 1 hora navegando pelo Titicaca. Um dia lindo, sol, céu azul, o vento frio nos cabelos… Parece o mar, é inacreditavelmente grande.

Chegando ao nosso destino, não foi surpresa termos que pagar mais 5 bolivianos para “pisar” na ilha. Você tem a opção de não pagar, desde que permaneça no barco HAHA.

Nosso tempo era escasso e teríamos que estar de volta ao barco em menos de 1h. É necessário mais do que isso para conhecer a Isla. Vá com calma, se possível passe a noite lá e eu tenho certeza que valerá a pena!

Algumas fotos, “gasiosas” e salgadinhos. Minutos de silêncio contemplando a paisagem que é de sonho.

IMG_0402

Voltamos a Copacabana já no fim de tarde, minutos antes da partida do nosso ônibus para La Paz, que fica há umas três horas dali. Algo no dourado sol refletido nas paredes das casas e nos rostos de tanta gente de tanta cor, estilo, língua e pátria diferente, algo no som dos quatro argentinos fazendo música para comprar o jantar, ou nos olhos verdes da garota que vendia artesanato sentada na calçada… algo me fez querer ficar mais. Mas eu tinha que ir. O tempo corria e tínhamos três países e só uns 12 dias pela frente.

O caminho para La Paz vai beirando o lago durante um tempo, depois atravessa uma cadeia de lindas montanhas, algumas com o topo coberto de neve embelezam o horizonte. Mais adiante encontramos o lago novamente e dessa vez o atravessamos de barco, enquanto o ônibus vai em uma balsa. Pagamos mais 5 bolivianos, eu quis pilotar o barco, mas os outros turistas vetaram HAHA.

 Galeria

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s