Cusco, Águas Calientes e Machu Picchu – Final

Sábado, 13 de fevereiro. Dia de subir a montanha!

Levantamos por volta das 04:40am, não dormimos mais do que quatro horas. Na boca, ainda o gosto das bebidas da noite anterior. O frio dói, ainda é noite quando deixamos a pequena habitação rumo a Machu Picchu.

Existe a opção de subir até a montanha de ônibus, isso vai levar uns 30 minutos e algo em torno de 12USD. No alto da nossa juventude, optamos por ir andando. Se não for a experiência completa, qual é o sentido?
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O frio, a chuva e a altitude diziam que seria uma tarefa árdua alcançar a cidade sagrada dos Incas. Folhas de coca, água, capas de chuva e uma pausa após alguns minutos. Em algum momento, o frio deu lugar a um calor insuportável. A neblina ia se dissipando e nos deixando mais animados.

A subida é lenta e eu não vou te enganar dizendo que é fácil. O ar falta mesmo, as pernas doem e o topo da montanha parece nunca chegar. Nós parávamos sempre, seguíamos sem pressa. Muita água, uns biscoitos e mais folhas de coca. É um esforço do caralho, mas vale a pena. Quando o céu começou a abrir já estávamos perto da entrada do parque e assim que chegamos, o sol apareceu. Quando vi as ruínas e os primeiros raios de sol, senti vontade de chorar. É ótimo realizar sonhos e a vida me foi complacente, me dando um dia de sol na temida temporada de chuva. “Não vá”, me disseram. Eu vim.

O parque fica cheio, o que é totalmente compreensível tratando-se de uma das maravilhas do mundo moderno, mas é tranquilo para tirar todas as fotos que você vai mostrar aos seus familiares e suspirar toda vez que olhá-las.
Sem um guia você simplesmente vê Machu Picchu, mas da pra ouvir o que os guias dizem aos outros turistas HAHA. Leve seu lanche, sua água. Tudo é inflacionado lá em cima.

 

Fica difícil explicar o que se sente, lá em cima á mais sobre contemplar, olhar o horizonte e agradecer a oportunidade de estar ali. Há muitos anos pensava se um dia eu conseguiria ir para Machu Picchu.Parecia distante, de difícil acesso, caro. Eu criava um monte de barreiras que lá de cima são insignificantes. A parte mais difícil de viajar é parar de por dificuldades em tudo, parar de sabotar a nós mesmos.

A decida da montanha é tão longa e tão difícil quanto a subida, não se iluda. Nosso plano era voltar a Cusco no mesmo dia, mas estávamos exaustos…

Chegando em Águas Calientes tivemos que procurar um outro lugar para mais uma noite. 15 soles por pessoa e dividimos o quarto com as garotas. Comemos o que podíamos, dormimos a tarde  e o começo da noite e acordamos para comer mais. No dia seguinte voltaríamos a Cusco.

Último dia em Cusco – Valentine’s Day, free drinks e reggaeton

Levantamos por volta de 09:00am, recolhemos a pouca bagagem e saímos da hospedagem onde praticamente hibernamos. A subida até Machu Picchu foi desgastante!

Antes de pegar a trilha voltando para a Hidrelétrica tomamos um desayuno reforçado e partimos. Aqui, nada de novo. Depois de fazer a trilha quase toda durante a noite, fazê-la pela manhã é tarefa simples.

O local de onde partem as vans com destino a Cusco é um tanto estressante, repleto de viajantes que não vêem a hora de sair dali, apressados. Eu era um.
A organização é precária, nossos nomes não constavam nas listas e ficaram nos empurrando de van em van até que arrumamos um lugar.

A volta foi ótima! A galera com quem dividimos a van era animada e as playlists dos celulares de todos pareciam convergir. Cantávamos Calle 13, felizes, olhando as paisagens, conversávamos sobre nossos países de origem, sobre os trabalhos que temos, as diferenças e semelhanças enormes entre chilenos, italianos, noruegueses, brasileiros eslovacos italianos…

Em Ábra Málaga não havia neblina ou nuvens, o céu é o mais estrelado que já vi na vida. A lua iluminava o Nervado Verônica e essa é uma visão que nunca vou esquecer. Estranhamente, as horas dentro da van nesse percurso entram nos melhores momentos da viagem.

Era Valentine’s Day e todos queríamos chegar em Cusco, tomar um banho e curtir a noite.

Tonco e eu voltamos ao Loki e como não tínhamos reservas (inicialmente não tínhamos planejado a noite extra em Águas Calientes nem em Cusco), só encontramos vaga em um quarto coletivo de 10 camas. Foi pior que dormir em ônibus…

De banho tomado, fomos encontrar Marlene, Gisele e Tutu e ir a alguma das várias festas que aconteciam na noite cusquenha.
As melhores festas e com um número maior de turistas rodeiam a Plaza de Armas. Quase todas elas te oferecem uma bebida grátis logo na entrada, então vale a pena entrar em quantas puder, antes de escolher onde ficar.

IMG-20160215-WA0005Os promoters tentam a todo custo te convencer de que sua festa é a melhor. Na verdade, não varia muito, reggaeton, pop,  rap, locais, turistas e muita animação e cerveja. O tempo que passamos pelos clubes foi sensacional, ficamos até praticamente fechar a última festa. Que noite!

Na manhã seguinte encontramos as garotas às 11:00am, em um café próximo ao centro. Encontrei café expresso… é uma tortura essa mania de café solúvel que eles têm. As garotas se atrasaram, como na noite anterior. Garotas se atrasam, independente da nacionalidade.

Gastamos o dia caminhando por mercados e ruelas, compramos as passagens para o próximo destino. Tonco, Gisele e eu iriamos a Puno, Marlene e Tutu voltariam ao Chile, com algumas paradas. Às 09:00pm partimos. Adiós Cusco!

Galeria:

 

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